O encontro entre o chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, e o braço direito do líder norte-coreano, Kim Jong-un, começou na quarta-feira à noite, para preparar a cimeira deste com o presidente norte-americano.

O general Kim Yong Chol tinha chegado ao início da tarde de quarta-feira a Nova Iorque, tornando-se o mais alto responsável norte-coreano a pisar solo dos EUA em 18 anos.

Os dois homens, que já se encontraram por duas vezes em Pyongyang, reuniram-se em Nova Iorque, num imóvel perto da sede da Organização das Nações Unidas, constataram jornalistas da agência AFP.

Kim Yong Chol é o mais alto responsável norte-coreano a visitar território norte-americano desde há 18 anos.

Na terça-feira, a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders tinha confirmado este encontro entre Pompeo e o vice-presidente da Coreia do Norte, no âmbito da mais significativa deslocação de um dirigente norte-coreano aos Estados Unidos das duas últimas décadas.

Sanders revelou ainda que o presidente norte-americano, Donald Trump, vai receber o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a 7 de junho na Casa Branca, no âmbito da “ativa preparação” da cimeira com o Kim Jong-un em 12 de junho.

“Os norte-coreanos estão envolvidos desde a carta do presidente Trump de 24 de maio ao líder norte-coreano Kim Jong-un. Os Estados Unidos prosseguem a ativa preparação da aguardada cimeira do presidente Trump com o líder Kim em Singapura”, acrescentou na ocasião a porta-voz da Casa Branca.

No âmbito destes preparativos, Sanders assinalou que “uma delegação norte-americana se encontrava reunida com uma delegação norte-coreana na zona desmilitarizada entre as duas Coreias [DMZ nas iniciais em inglês], composta por Sung Kim, o embaixador norte-americano nas Filipinas; Allison Hooker, a diretora para a Coreia do Conselho de Segurança Nacional; e por Randy Schriver, secretário assistente de Defesa para a Ásia e o Pacífico”.

Por sua vez, o chefe de Estado norte-americano sublinhou também na terça-feira a “sólida resposta” na carta enviada a Kim na semana passada, na qual anunciava a suspensão do histórico encontro de Singapura pela “hostilidade” de Pyongyang, apesar de também sugerir o prosseguimento do diálogo.

No entanto, e posteriormente, Trump afirmou que a cimeira tinha condições para se realizar na data assinalada inicialmente.

Caso se concretize, esta reunião será o primeiro encontro entre os líderes dos EUA e da Coreia do Norte, após quase 70 anos de confrontação iniciados com a Guerra da Coreia (1950-1953) e 25 anos de negociações fracassadas sobre o programa nuclear de Pyongyang.