Uma equipa de investigadores noruegueses detetou grandes fugas de radiação num submarino russo que naufragou há 30 anos. O submarino Komsomolets afundou numa das maiores áreas de pesca do mundo, no mar de Barents, entre a costa norueguesa e o arquipélago de Svalbard.

Os cientistas do Instituto de Investigação Marinha da Noruega detetaram um nível de radiação 800.000 vezes superior ao normal na água junto ao submarino.

Estes níveis de radiação foram descobertos depois de a equipa norueguesa retirar amostras de água junto a um tubo de ventilação do submarino.

O instituto norueguês partilhou imagens da expedição nas redes sociais.

Os cientistas garantem que os valores detetados "estão claramente acima do normal", mas que, para já, não há razões para alarme. Até porque nem todas as amostras indicaram níveis de radiação tão elevados.

Os níveis detetados estão claramente acima do que é normal nos oceanos, mas não são perigosamente altos", disse a líder da expedição Hilde Elise Heldal, no comunicado divulgado pelo instituto.

O submarino, um modelo K-278, que possui um reator nuclear a bordo, naufragou a 7 de abril de 1989, após um incêndio. O acidente fez 42 mortos. Vinte e sete pessoas foram salvas

Alguns órgãos de comunicação comparam o acontecimento com a tragédia de Chernobyl, mas no fundo do mar.   

Investigadores russos já tinham feito análises aos níveis de radiação junto ao submarino em 1990 e em 2007, detetando apenas pequenas fugas de radiação.

Na altura em que afundou, considerou-se retirar o submarino do fundo do mar, mas a operação era demasiado cara. As autoridades russas optaram por uma solução que envolveu cobrir as grandes fendas do submarino com uma espécie de material gelatinoso que teria uma duração de 20 a 30 anos.