O Ministério Público japonês acusou o presumível autor do incêndio de um estúdio de animação em Kyoto (oeste), em julho de 2019, e no qual morreram 36 pessoas e 33 ficaram feridas, foi esta quarta-feira noticiado.

Shinji Aoba, de 42 anos, foi acusado de homicídio, tentativa de homicídio e fogo posto, de acordo com vários órgãos de comunicação social nipónicos.

Gravemente queimado no incêndio, Aoba foi hospitalizado e a detenção formal pela polícia só aconteceu em maio passado.

No momento da detenção, o suspeito reconheceu os factos que lhe foram atribuídos, tendo explicado à polícia que queria "ser capaz de matar muitas pessoas com gasolina, disseram, na altura, os media japoneses.

O motivo do ataque não foi claramente identificado, sendo que o acusado não tem qualquer relação com o estúdio Kyoto Animation, mais conhecido como "KyoAni", que acusava de lhe ter roubado uma ideia para um argumento, indicaram.

De acordo com várias testemunhas, Aoba entrou no edifício do estúdio, ateou o combustível que levou consigo, ao mesmo tempo que gritava: "Vão morrer".

Doente mental, Shinji Aoba tinha já cumprido mais de três anos de cadeia por ter roubado um pequeno supermercado, em 2021, indicou a imprensa.

Os procuradores concluíram que o acusado era "mentalmente apto" a responder pelos crimes que lhe são imputados, depois de ter sido realizada uma avaliação psicológica, disse a cadeia pública de televisão japonesa NHK.

A tragédia do KyoAni teve forte repercussão no Japão e no estrangeiro. Fundado em 1981, este estúdio, conhecido pela qualidade, produzido animações inspiradas em banda desenhada, como "Munto", "Lucky Star", "A melancolia de Haruhi Suzumiya" ou ainda "K-ON!".

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