O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro negou, na quinta-feira, um novo pedido da defesa de Lula da Silva para libertar o ex-Presidente, com base na alegada suspeição dos procuradores da Operação Lavo Jato.

De acordo com a Agência Brasil, a defesa do ex-Presidente pode ainda recorrer à segunda turma do STF.

O pedido de 'habeas corpus' apresentado pela defesa de Lula da Silva foi formulado no início do mês e refere as conversas divulgadas desde junho pelo portal jornalístico 'The Intercept Brasil'.

Além de solicitar a suspeição dos procuradores, a defesa do ex-mandatário pediu que o STF partilhasse as conversas do grupo de trabalho da Lava Jato que foram reveladas e apreendidas na Operação Spoofing (termo que se refere a um tipo de falsificação tecnológica), que envolvem o nome de Lula, um pedido que também foi negado.

O atual ministro da Justiça, Sergio Moro, e membros do grupo de trabalho da Lava Jato estão envolvidos num escândalo, conhecido como "Vaza Jato", que começou em 9 de junho, quando o The Intercept Brasil e outros 'media' parceiros começaram a divulgar reportagens que colocam em causa a imparcialidade da maior operação contra a corrupção no país.

Baseadas em informações obtidas de uma fonte não identificada, estas reportagens apontam que Moro terá orientado os procuradores da Lava Jato, indicando linhas de investigação e adiantado decisões enquanto era juiz responsável por analisar os processos do caso em primeira instância.

Desde abril do ano passado que Lula da Silva cumpre provisoriamente, na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, uma pena de oito anos, 10 meses e 20 dias por corrupção e lavagem de dinheiro, num caso relacionado com um apartamento na localidade de Guarujá (São Paulo).