A Procuradora-Geral de Nova Iorque instou na segunda-feira a Justiça a obrigar parceiros de negócios do presidente dos EUA a testemunharem e entregarem documentos, numa investigação sobre alegadas fraudes fiscais cometidas pela empresa de Donald Trump.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), a democrata Letitia James disse que a investigação que iniciou no ano passado sobre potenciais fraudes nos negócios do atual chefe de Estado norte-americano, o republicano Donald Trump, está a ser atrasada pela falta de colaboração do presidente dos EUA e de familiares.

Por isso, Letitia James entregou uma petição que insta à intervenção da Justiça, depois de os advogados do filho do Presidente Eric Trump terem cancelado abruptamente a reunião que estava planeada no último mês.

A Procuradora-Geral de Nova Iorque disse, em comunicado, que Trump e a família estiveram “durante vários meses” a fazer “reivindicações infundadas”, na tentativa de esconder provas.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que o Partido Republicano nomeou formalmente Donald Trump como recandidato às eleições presidenciais de 3 de novembro, um dos primeiros atos oficiais da convenção, que começou em Charlotte (Carolina do Norte).

A nomeação foi feita pelos 336 delegados à convenção republicana, um número que contrasta com os cerca de 2.500 tradicionais, devido à pandemia do novo coronavírus.

Antes, os delegados à convenção já tinham também voltado a nomear Mike Pence como recandidato dos republicanos à vice-presidência dos Estados Unidos.

Aguarda-se que Pence viaje ainda hoje para a Carolina do Norte juntamente com Trump, onde é possível que ambos discursem na convenção.

O discurso de aceitação de Trump está previsto para o último dia da convenção, numa transmissão direta a partir da Casa Branca, cenário que tem gerado algumas críticas, uma vez que os presidentes não devem usar a residência oficial ou edifícios públicos para atos de campanha.

/ AM