Danny Fenster, o jornalista norte-americano condenado a 11 anos de trabalhos forçados em Myanmar, foi libertado e encontra-se a caminho de casa. A informação foi avançada pelo antigo embaixador dos Estados Unidos na ONU, Bill Richardson.

Richardson, que também foi governador do Novo México e secretário da Energia na administração de Bill Clinton, tem uma vasta experiência como diplomata autónomo e terá negociado a libertação de Fenster durante uma visita à antiga Birmânia, onde se reuniu com o general Min Aung Hlaing, chefe das Forças Armadas. 

Este é o dia pelo qual esperamos quando fazemos este trabalho. Estamos muito gratos por Danny ser finalmente capaz de se juntar aos seus entes queridos, que o têm defendido todo este tempo, contra todas as probabilidades", adiantou Bill Richardson, em comunicado.

De acordo com a Associated Press, Fenster foi condenado por, alegadamente, "espalhar informações falsas ou corrompidas, contactar organizações ilegais e violar regulamentos de vistos"

A sentença do editor-chefe da revista digital Frontier Myanmar foi a mais grave dos sete jornalistas condenados desde o golpe militar em fevereiro. 

Uma condenação injusta de uma pessoa inocente", criticou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price.

 

O regime militar de Myanmar deve parar de usar jornalistas como peões nos seus jogos cínicos e libertar todos os outros repórteres que ainda estão a definhar atrás das grades", acrescentou Shawn Crispin, representante do Sudeste Asiático no Comité para a Proteção dos Jornalistas. 

As Nações Unidas indicam que, pelo menos 126 jornalistas, foram detidos por militares desde fevereiro. Permanecem detidos 47.

Sofia Marvão