Um homem do estado norte-americano de Filadélfia foi colocado em liberdade esta sexta-feira depois de ter estado trinta anos preso por ter alegadamente assassinado uma criança de quatro anos. 


Walter Ogrod, de 55 anos, convenceu os procuradores de que foi coagido a confessar o homicídio de Barbara Jean Horn, em 1988, pelos elementos da polícia que o interrogavam na altura.

Hoje, o joelho foi parcialmente levantado do meu pescoço. Confiem em mim, doeu”, disse Ogrod ao canal de televisão norte-americano NBC, fazendo uma alusão às manifestações que têm decorrido nos Estados Unidos após a morte de George Floyd.


Ogrod era vizinho da criança assassinada e passou a maior parte do seu tempo no corredor da morte.

Lamento que foram precisos 30 anos para ouvirmos aquilo que Barbara Jean queria dizer: és inocente e as tuas palavras na confissão vieram dos detetives da polícia de Filadélfia”, disse a procuradora Carrie Wood esta sexta-feira.


Segundo a Associated Press, a juíza Shelley Robbins anulou a sentença de morte de Walter Ogrod com base em má conduta policial e novas provas que fundamentam a inocência do ex-recluso.


A defesa de Ogrod adiantou ainda na sexta-feira que não sabia se as autoridades estão a conduzir uma investigação a um suspeito diferente.

A mãe da menina assassinada reagiu à libertação de Ogrod, sublinhando que duas famílias já foram destruídas devido a este crime.

A minha filha nunca vai voltar a casa, mas eu quero que lhe seja feita justiça, não apenas ter o caso encerrado com um inocente na prisão”, disse Sharon Fahy à NBC