A Agência de Refugiados das Nações Unidas (ACNUR) apontou a possibilidade de um naufrágio no mar Mediterrâneo ter provocado mais de 150 mortos. Os migrantes estavam ao largo da costa da Líbia. Se o número se confirmar, trata-se da maior perda de vidas humanas no Mediterrâneo este ano.

No entanto, também há boas notícias. A ACNUR anunciou que foram salvas outras 150 pessoas, que já desembarcaram, e que estão a receber cuidados médicos e assistência humanitária.

As vítimas naufragaram ao largo da costa de Al Khoms, na cidade Líbia, de onde terão partido. Estiveram envolvidas no acidente cerca de 300 pessoas, mas não se sabe ao certo quantos barcos estavam a ser utilizados.

O porta-voz da ACNUR, Charlie Yaxley, acredita que o acidente tenha provocado várias vítimas mortais, e receia a dimensão dos números: “Um dos sobreviventes disse que um grande grupo morreu no mar, as estimativas podem rondar os 150 mortos”.

Se as estimativas estiverem corretas, esta é a maior perda de vidas humanas no Mediterrâneo, em 2019. É urgente salvar vidas no mar”, alertou Charlie Yaxley.

 

Os refugiados resgatados foram salvos por alguns pescadores e, posteriormente, transportados pela guarda costeira.

A 18 de julho, Alemanha e França fizeram uma proposta para lidar com a crise dos refugiados no Mediterrâneo. A iniciativa, que Portugal considerou positiva, visa criar um mecanismo de resposta ao resgate de migrantes.

Na segunda-feira, a presidência francesa anunciou que 14 estados-membros da União Europeia chegaram a um consenso sobre o mecanismo de solidariedade. Portugal é um desses países e está envolvido de forma ativa.

António Vitorino, diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações, também se congratulou com a medida, que considera “promissora e encorajadora”.

Uma operação de busca e de resgate dos estados-membros da EU, semelhante aos programas que temos visto nos últimos anos, é necessária”, afirmou António Vitorino.

A crise dos refugiados tem tido particular destaque na Líbia. Muitos dos botes que chegam à Europa partem do país africano. Como destino, têm países como Itália ou Grécia.

/ AG