Pelo menos três migrantes morreram, 20 estão desparecidos e outros três foram resgatados com sintomas de hipotermia severa pela marinha italiana, após um naufrágio a 50 milhas da costa da Líbia.

A marinha italiana divulgou na madrugada de hoje que um dos seus aviões avistou na sexta-feira um barco em más condições com cerca de 25 pessoas a bordo e lançou dois botes salva-vidas insufláveis.

Para a zona foi enviado o contratorpedeiro "Caio Duilio", que estava a cerca de 110 milhas da área, assim como um helicóptero, que acabou por salvar três migrantes.

Dois dos migrantes conseguiram chegar a um dos botes salva-vidas, enquanto o terceiro foi resgatado no mar. Os três resgatados, com hipotermia severa, foram levados para o contratorpedeiro, onde receberam o primeiro atendimento médico, sendo transferidos de helicóptero para a ilha de Lampedusa.

Esta é a primeira operação de resgate informada pela marinha italiana em muito tempo, após a política anti-imigração aplicada pelo Governo italiano.

Três corpos sem vida também foram avistados, enquanto outros 20 migrantes que estavam no barco continuam desaparecidos.

A marinha italiana explicou que passou a busca pelos desaparecidos para as autoridades líbias.

A organização não-governamental (ONG) alemã Sea Watch já havia informado na sexta-feira nas suas redes sociais do naufrágio desta embarcação com cerca de 25 pessoas a bordo.

A Sea Watch denunciou que no momento não há um "programa europeu de resgate no Mediterrâneo" e que o barco da ONG espanhola Open Arms está bloqueado em Espanha pelas autoridades, enquanto o navio humanitário Sea Eye também continua à procura de um porto para a mudança de tripulação.