Os grupos de conservação animal estão revoltados depois de funcionários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América ter decido matar oito crias de lobo no Estado de Idaho.

Os animais faziam parte da matilha Timberline, que era estudada e seguida, desde 2003, por estudantes de uma escola secundária na cidade de Boise.

Algo tem de ser feito. É desumano, antiético e não é ecologicamente correto", disse Dick Jordan, um antigo professor de ciências da escola, a um jornal local.

Apesar da polémica, os funcionários federais defendem as suas ações, que consideram ser “necessárias” para reduzir o número de predadores. Por outro lado, os grupos de vida selvagem dizem que os lobos estão "sob ataque" na região.

No início deste ano, pressionados pelos criadores de gado, o estado de Idaho e de Montana aprovaram medidas que tornaram mais fácil a caça e morte de lobos.

Por exemplo, no Idaho, a lei permite agora aos caçadores matarem um número ilimitado de lobos por ano, quando antes estavam limitados à morte de 15 animais. Nos termos da legislação, estes animais podem ser atraídos para armadilhas, abatidos ou atropelados por caçadores. 

Os ambientalistas defendem que este tipo de agressões irá reduzir o número de lobos na região em 90%, ou seja, de aproximadamente 1500 para 150, que é o limite mínimo definido por uma lei de conservação de 2002.

O lobo-cinzento foi retirado da lista de animais em vias de extinção pela administração Trump, o que fez com que o número de animais caísse a pique. A medida está a ser analisada e poderá ser revertida pela Casa Branca, agora ocupada por Biden.

Redação / IC