Há já quem lhes chame os heróis de Westminster. São polícias, médicos, enfermeiros, residentes, turistas. São pessoas que, de uma forma ou de outra, ajudaram os feridos no ataque desta quarta-feira em Londres.  

Mal souberam que havia pessoas feridas na ponte Westminster, médicos, enfermeiros e auxiliares do Hospital St. Thomas, uma unidade de saúde nas redondezas, dirigiram-se de imediato para o local para prestar assistência. Sem saberem o que estava realmente a acontecer e sem saberem se a situação ainda era perigosa ou não.

A poucos metros da ponte, perto do parlamento, estava o deputado do Partido Conservador Tobias Ellwood, que tentou salvar o polícia esfaqueado pelo suspeito, Keith Palmer. Fotografias captadas no local mostram Ellwood ensanguentado, a fazer manobras de reanimação e respiração boca-a-boca ao agente ferido. As imagens depressa tornaram-se virais nas redes sociais.

Quem também estava perto do parlamento era Jeeves Wijesuriya, médico e chairman do comité de jovens médicos da Associação de Médicos Britânica. Não estava em serviço, mas perante os gritos de horror, correu para ajudar. E também tentou salvar o polícia Keith Palmer.

Ouvi os gritos e corri para ajudar. Juntei-me à polícia para ajudar. Fizemos massagens cardíacas e passamos cerca de 52 minutos a tentar ressuscitar o agente”, contou à BBC.

 

Nas redes sociais, multiplicam-se as mensagens de agradecimento e homenagem aos profissionais de saúde e às esquipas de emergência que responderam ao ataque.

Os heróis de Westminster foram profissionais de saúde, polícias e até políticos, mas também muitos residentes e turistas que simplesmente passavam por ali e não hesitaram em ajudar os feridos.

 

Richard Tice, que testemunhou o ataque e os momentos que se seguiram, afirmou que a forma como as pessoas ajudaram os feridos na ponte Westminster demonstra o carácter da cidade.

Por toda a ponte havia pessoas a ajudar os feridos antes de os médicos chegarem.”

Sofia Santana