Há 20 anos, os atentados terroristas de 11 de setembro abalaram a América. Aviões desviados por 19 terroristas atingiram duas torres de 107 andares, que se desmoronaram, e ainda o Pentágono.

Duas décadas mais tarde, a TVI regressou a Nova Iorque, que perdeu quase três mil vidas e as famosas Torres Gémeas, os seus mais lendários edifícios.

No local, há hoje um memorial e museu onde trabalham 11 portugueses e lusodescendentes. Eles são guardadores de memórias e partilharam connosco o orgulho no seu trabalho que preserva as memórias das vítimas do terrorismo.

"Sinto uma ligação grande, tenho pessoas conhecidas que ou estiveram aqui, ou hoje estão a falecer porque trabalharam aqui", afirma Renato Batista, lusodescendente.

Ficamos também a conhecer essas memórias, pelas palavras de quem perdeu familiares nos atentados e de quem escapou por um triz.

Virgínia Ferreira, natural de Anadia, vive nos EUA desde os 9 anos e, nesse dia, perdeu o noivo, polícia da Autoridade Portuária.

“O 11 de setembro foi uma coisa que para as pessoas é uma vez por ano, mas para mim é todos os dias. Para mim não foi só a morte do David, foi a morte da vida que tínhamos planeado juntos.”

Carlos Rodrigues perdeu o primo nesse dia, um polícia português que se ofereceu para entrar nas Torres em chamas para salvar pessoas.

“É muito difícil. Faz 20 anos e quase não há um dia em que não pense no 11 de setembro.”

 

Junto à árvore dos sobreviventes, encontrámos Jack e Marco Silva, pai e filho, respetivamente. Jack esteve lá.

"Fiquei de joelhos no chão e pensei: aqui vou ficar, hoje é o meu dia. Naquele momento em que fui coberto por aquela nuvem de pó, fiquei meio traumatizado e desorientado, pensei que nunca mais ia ver o meu filho."

 A reportagem completa dos "Guardadores de Memórias" está disponível no vídeo associado a este artigo.

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Luís Costa Ribas