Malala Yousafzai, vencedora do prémio Nobel da Paz em 2014, é uma das vozes a deixar um apelo a Donald Trump para que não leve mais avante a política de fecho das fronteiras americanas a refugiados.

Na página de Facebook da Fundação Malala, a jovem paquistanesa, que se tornou conhecida depois de ter sido baleada pelos talibã quando estava a caminho da escola, colocou uma declaração onde se afirma de “coração partido” porque o presidente dos Estados Unidos da América fechou a porta a crianças, mães e pais que fogem da violência e da guerra.

Malala Yousafzai diz que a América está a voltar as costas àquilo de que sempre se orgulhou, acolhendo refugiados e imigrantes - as pessoas que ajudaram a construir o país, que trabalham muito em troca de uma nova oportunidade na vida.

Por fim, a jovem paquistanesa deixa um apelo a Donald Trump: não vire as costas às mais indefesas crianças e famílias do mundo.

Malala começa por dizer que está "desolada porque o Presidente Trump está a fechar a porta a crianças, mães e pais que fogem da violência e da guerra".

"Estou de coração partido porque a América está a virar as costas à sua história orgulhosa de acolher refugiados e imigrantes", acrescenta, sublinhando que essas são "pessoas dispostas trabalhar duro em troca de uma oportunidade para uma nova vida".

"Tenho o coração partido pelas crianças refugiadas sírias, que sofreram seis anos de guerra sem culpa e são alvo de discriminação".

Malala Yousafzai dá ainda o exemplo de uma amiga para mostrar a sua tristeza:

"Estou com o coração partido por causa de crianças como a minha amiga Zaynab, que fugiu de guerras em três países - Somália, Iémen e Egito - antes dos 17 anos. Há dois anos ela recebeu um visto para vir para os Estados Unidos. Ela aprendeu Inglês, terminou a escola secundária e agora está na faculdade a estudar para ser advogada de direitos humanos.”

Logo a seguir, a laureada com o Prémio Nobel da Paz acaba o texto:

"Neste momento de incerteza e inquietação em todo o mundo, peço ao Presidente Trump que não volte as costas às crianças e famílias mais indefesas do mundo.”