O governo do Malawi decidiu destruir perto de 20 mil doses da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, depois de ter surgido um grande conflito com o que fazer ao produto, cujo prazo de validade tinha expirado.

Depois de muitas dúvidas, a ministro da Saúde acabou por ordenar a destruição das vacinas pelo método de incineração, que começou esta quarta-feira.

Estamos a destruir estas vacinas porque a política do governo é de não usar bens que expiraram", explicou Khumbize Kandodo Chiponda, que garantiu que o país nunca utilizou vacinas expiradas.

A responsável disse que este ato ia fomentar a construção da confiança do público de que todas as vacinas usadas no país são boas.

Estamos a destruir publicamente pela responsabilidade para com a população. As vacinas expiradas não vão ser usadas", acrescentou a ministra.

As vacinas destruídas fazem parte de um lote de 102 mil vacinas que chegaram ao país africano em 26 de março, acabando por expirar a 13 de abril. Todas as outras doses, que foram doadas pela União Africana, foram utilizadas corretamente.

O Malawi é um dos países que está a beneficiar dos mecanismos internacionais de ajuda à vacinação. Além do apoio da União Africana, tem recebido também vacinas do programa Covax, apoiado pela Organização Mundial de Saúde.

António Guimarães