Pelo menos 25 mil pessoas protestaram este domingo em Haia contra a reintrodução, este fim de semana, de medidas contra a covid-19, num país que registou 11.398 novos positivos nas últimas 24 horas.

A distância social, uso de máscara, e exigência do passe covid-19 são algumas das medidas adotadas para conter as infeções.

Cerca de 25 mil pessoas, segundo a polícia local, e mais de 50 mil, segundo os organizadores, reuniram-se à tarde contra as restrições, em Malieveld, um relvado no centro de Haia, onde acontece a maioria dos protestos sociais.

A manifestação foi organizada pela Samen voor Nederland, uma associação que reúne dezenas de organizações que protestaram várias vezes contra a política de controlo da pandemia

Antes de iniciarem uma marcha pelo centro da cidade, os manifestantes assistiram a vários discursos de oradores como o líder da extrema-direita holandesa Thierry Baudet, conhecido pelo seu ceticismo em relação ao coronavírus e à sua defesa das teorias da conspiração que surgiram no último ano e meio.

O protesto foi acompanhado por dezenas de viaturas policiais e agentes a pé, de bicicleta e a cavalo, embora a marcha tenha decorrido sem incidentes graves ou detenções.

Alguns manifestantes agitaram bandeiras do grupo de extrema-direita Voorpost e um ‘slogan’ usado pelo partido nazi holandês durante a Segunda Guerra Mundial que já foi visto em protestos anteriores.

As restrições entraram em vigor no sábado, o que implicou a imposição da distância interpessoal de 1,5 metros, o uso de máscaras em todos os espaços fechados acessíveis ao público - o que inclui lojas - e a ampliação do uso do passe covid-19, que foi anteriormente limitado à indústria hoteleira e a eventos.

De acordo com dados publicados pelo Instituto de Saúde Pública (RIVM), os Países Baixos confirmaram 11.398 novos positivos nas últimas 24 horas, enquanto os internamentos hospitalares aumentaram em 91 pacientes, com um total de 1.490 pessoas com covid-19 hospitalizadas, o valor mais alto desde o final de maio.

Do total, 305 estão a receber tratamento em unidades de cuidados intensivos.

/ AG