Dezenas de ex-hospedeiras da extinta companhia aérea Alitalia protestaram de forma inusitada, na passada sexta-feira, contra os cortes salariais e a perda de postos de trabalho - despindo a roupa.

Na praça Campidoglio, no centro de Roma, cerca de 50 trabalhadoras apareceram vestidas a rigor com o uniforme da companhia italiana, que foram despindo peça a peça, até ficarem em roupa interior.

Depois de largos minutos de silêncio, no fim da manifestação, as hospedeiras gritaram “We are Alitalia” (Nós somos Alitalia).

Segundo o que uma das hospedeiras contou à CNN, para além dos cortes salariais, as trabalhadoras perderam a antiguidade e passaram a receber com pouca antecedência os destinos e as datas dos voos.

A Alitalia foi reformulada dando lugar a uma nova companhia aérea em Itália, a ITA Airways. Devido a esta mudança, milhares de pessoas ficaram sem emprego.

Dos 10.500 trabalhadores da Alitalia, apenas 2.800 ficaram empregados na ITA Airways. Foram também mantidos 52 dos 110 aviões.

Até agora as mudanças foram poucas: um novo uniforme e uma nova pintura nos aviões - azul celeste, para representar as equipas desportivas nacionais italianas.

O presidente da ITA, Alfredo Altavilla, considera as ameaças de greve "uma vergonha nacional".

A negociação de contratos está mais do que terminada. Estão todos a bordo, e assinaram o contrato que lhes enviámos", afirmou Altavilla ao jornal italiano Il Fatto Quotidiano.

Redação / IC