O tufão Vamco, o terceiro a atingir as Filipinas em poucas semanas, fez pelo menos 39 mortos e 22 desaparecidos, além de 40 feridos, segundo um balanço das Forças Armadas.

O balanço preliminar do governo situa para já o número de vítimas mortais em 14, além de 14 desaparecidos, mas o porta-voz presidencial, Harry Roque, alertou que os números deverão aumentar.

Numerosos bairros de Manila, a capital das Filipinas, ficaram submersos após a passagem do tufão, que obrigou a retirar pelo menos 300.000 pessoas, segundo a polícia, a maioria em zonas costeiras ou fluviais.

O tufão era acompanhado por ventos de 155 km/h quando tocou terra na quarta-feira à noite, no leste da ilha de Luzon.

As autoridades alertaram para o risco de deslizamentos de terras e de ondas altas no litoral.

Na capital filipina, com 12 milhões de habitantes, a precipitação intensa transformou algumas ruas em rios.

Numa das zonas mais mais afetadas, Marikina City, elementos da Cruz Vermelha das Filipinas utilizaram barcos para socorrer pessoas presas nas suas casas. A água em algumas ruas atingia a altura da cintura, segundo a agência de notícias France-Presse.

Um responsável da Proteção Civil indicou que as chuvas provocadas pelo Vamco estiveram “próximas do volume” das do tufão Ketsana, em 2009, o mais devastador no país, causando 446 mortos.

A situação é avassaladora", disse o autarca de Marikina, Marcelino Teodoro.

Pelo menos 40 mil casas foram inundadas, quando a subida das águas do rio Marikina ultrapassou a marca dos 22 metros, superando o registo de 2009, provocado pelo Ketsana, de 21,5 metros.

As escolas, fechadas desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, e os ginásios, servem de centros de abrigo de emergência, e receberam cerca de 180.000 pessoas, indicou o mesmo serviço.

Uma média de 20 tempestades e tufões atingem as Filipinas anualmente, devastando colheitas e infraestruturas e contribuindo para manter milhões de pessoas na pobreza.

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