Manuel Carrascalão morreu este sábado, aos 75 anos. O político timorense era um veterano da luta pela independência do país.

O histórico defensor da autodeterminação timorense não resistiu às complicações de saúde sofridas depois de uma embolia cerebral, segundo explicou uma fonte da família à agência Lusa.

«O meu irmão morreu hoje cerca das 14:30 de Lisboa no hospital Guido Valadares, em Díli, rodeado de familiares e amigos», disse à agência noticiosa Gabriela Carrascalão, que se encontra em Portugal em trabalho.

Manuel Carrascalão, que sucedeu a Xanana Gusmão na presidência do conselho nacional de Timor, em 2001, há algum tempo que estava afastado da política activa.

Em 1999, a casa de Manuel Carrascalão foi atacada pelas milícias Aitarak, lideradas por Eurico Guterres, um opositor da independência da ilha da indonésia. Nesse incidente foi morto o seu filho Manelito, com apenas 16 anos.

A casa do política tinha servido de refúgio a muitos timorenses que tentavam escapar à violência que marcou esse período conturbado da história do país.