Trinta e oito migrantes foram resgatados no Mediterrâneo, depois de dois dias à deriva, pelo navio da organização humanitária espanhola Open Arms, foi anunciado este sábado.

Acaba de ser finalizado o resgate a uma embarcação em dificuldade com 36 pessoas a bordo, incluindo sete mulheres e 14 crianças, dois deles muito pequenos", anunciou a organização não governamental (ONG), nas redes sociais.

O fundador da Open Arms, Oscar Camps, referiu na rede social Twitter que os migrantes resgatados estavam há dois dias à deriva no Mediterrâneo.

A embarcação foi intercetada, depois de a ONG ter sido alertada a partir do "Alarm Phone", um serviço que recebe alertas telefónicos de embarcações em perigo em alto mar.

O alerta dava conta de um barco com cerca de 30 pessoas que se encontrava em perigo perto da ilha de Malta e que necessitaria de ajuda urgente.

De acordo com essa linha telefónica, as autoridades maltesas e italianas não responderam aos pedidos de auxílio.

"Malta não atende o telefone e Itália não se responsabiliza. A embarcação tem uma fuga e há gente a entrar em pânico. Não deixem que se afoguem", referiu no Twitter.

Itália e Malta referem que os seus portos não são seguros para a entrada de migrantes resgatados no Mediterrâneo devido à pandemia da covid-19.

/ MJC