O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Lili Caneças e João Manuel Brito e Cunha estarão a ajudar o rei emérito de Espanha, Juan Carlos, a encontrar uma mansão em Cascais. Quem o diz é o jornal “El Mundo”, que este domingo conta a história na sua primeira página.

O “El Mundo” fala numa “Operação Cascais”. De acordo com o jornal espanhol, os três estão a desenvolver esforços para que o monarca se instale no concelho no final do verão.

Na terça-feira, e depois de Portugal ter sido apontado como destino do rei emérito, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre o assunto. O chefe de Estado disse desconhecer se Juan Carlos virá para Portugal, escusando-se a comentar tal possibilidade.

Havia uma resposta politicamente correta que era dizer que não deveria comentar (…), mas vou mais longe, porque verdadeiramente não sei e penso que as autoridades portuguesas também não têm conhecimento sobre essa matéria”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa

Juan Carlos anunciou que ia abandonar o país, na segunda-feira, e desde então o mistério sobre o seu paradeiro tem gerado muitas críticas e muita especulação em Espanha.

Estoril, Porto e República Dominicana foram alguns dos locais apontados como possibilidades, mas, nos últimos dias, ganhou força a tese de que o monarca estará em Abu Dhabi. O diário espanhol ABC teve acesso à rota do jato privado do rei, que saiu de Paris, fez escala em Vigo, onde Juan Carlos entrou, e depois seguiu para os Emirados Árabes Unidos.

Juan Carlos viu-se envolvido numa investigação judicial, desde o verão de 2018, quando agentes da polícia suíça foram enviados por um juiz para analisar as contas de uma empresa gestora de fundos alegadamente ilegais em paraísos fiscais, onde o rei emérito tem investimentos pessoais.

O antigo rei de Espanha não está a ser investigado, mas fontes judiciais suíças já disseram que pode vir a sê-lo num futuro próximo, embora a lei exija que apenas o departamento fiscal do Supremo Tribunal possa assumir o caso.

A investigação está na fase que pode determinar se há indícios suficientes para poder acusar Juan Carlos de ter cometido algum delito, desde que deixou o trono. Os seus advogados já disseram que o rei emérito continuará a colaborar com a justiça, apesar da decisão de sair de Espanha para viver noutro país.

Redação / SS