O Ministério Público do Luxemburgo pede pena de prisão perpétua para Marco Silva, um português acusado de assassinar a ex-companheira.

Marco Silva está em prisão preventiva desde junho de 2017, acusado de assassinar a ex-namorada Ana Lopes a 15 de janeiro desse mesmo ano. O casal, que já estava separado, viveu uma relação pautada por ameaças e agressões físicas.

A 15 de janeiro de 2017, Ana Lopes, também portuguesa e natural de Seia, que trabalhava como ama e tinha um filho em comum com Marco Silva, desapareceu misteriosamente. Vivia na altura em Bonnevoie, no Luxemburgo, na casa dos pais, onde nunca chegou a regressar naquela noite de janeiro.

A família alertou as autoridades e suspeitou desde o início do ex-companheiro de Ana, que já a teria ameaçado várias vezes. O corpo da jovem acabou por ser encontrado completamente carbonizado poucos dias depois do desaparecimento numa quinta em Roussy-le-Village, em França, junto à fronteira com o Luxemburgo. A jovem só foi identificada depois de análise de ADN.

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Marco Silva, que trabalhava na oficina do pai, foi interrogado várias vezes pela polícia mas negou sempre o envolvimento. A brigada de homicídios luxemburguesa deteve meses mais tarde o português, natural de Viseu. 

As provas recolhidas pelas autoridades luxemburguesas levam a crer que Ana terá sido agredida com violência à porta de casa na noite de 15 de janeiro e colocada no próprio carro. Mais tarde, Marco, terá alegadamente pegado fogo ao carro da vitima com o corpo de Ana lá dentro numa quinta a mais de 30 quilómetros do local onde a jovem vivia com os pais.

O Ministério Público luxemburguês pediu prisão perpétua para o português de 32 anos, uma pena prevista no Código Penal luxemburguês para crimes graves.

A sentença será lida a 12 de janeiro do próximo ano. 

Carolina Resende Matos