A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, afirmou que durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE) haverá "muito trabalho" sobre o digital e que as suas expectativas são "muito elevadas".

A responsável da Comissão Europeia pelo dossier "A Europe Fit for the Digital Age" falava em conferência de imprensa, no último dia da cimeira tecnológica Web Summit de Lisboa, que este ano se realiza totalmente 'online'.

Questionada sobre quais são as suas expectativas relativamente à presidência portuguesa, que tem início em janeiro, sobre os temas do digital, Margrethe Vestager disse que são "muito elevadas".

Portugal tem feito muito no que diz respeito ao digital e está muito focado no digital como parte disso" e também porque "20% do fundo de Recuperação e Resiliência se destina a investimento digital", prosseguiu Vestager.

 

E, claro, esperamos que durante a presidência portuguesa sejam lançados planos de recuperação de todos os Estados-membros", acrescentou a vice-presidente da Comissão.

 

Portanto, haverá muito trabalho no digital durante a presidência portuguesa e é uma grande prioridade", salientou Margrethe Vestager.

Tendo em conta que "é uma prioridade na sociedade portuguesa, obviamente tenho expectativas muito elevadas", concluiu a responsável.

A presidência portuguesa da UE, no primeiro semestre de 2021, tem como prioridades a Europa Resiliente, capaz de resistir a crises não apenas economicamente como ao nível dos valores europeus, a Europa Social, com o modelo social como fator de crescimento económico, a Europa Verde, líder mundial no combate às alterações climáticas, a Europa Digital, pronta para enfrentar a transição tecnológica a nível económico e de proteção dos direitos dos cidadãos, e a Europa Global, assente na aposta no multilateralismo.

Espanha destaca Fundo de recuperação, Cimeira Social e Migrações

Espanha destaca do programa da presidência portuguesa da União Europeia (UE), que se inicia em janeiro, a implementação do Fundo de Recuperação pós-pandemia, a Cimeira Social e o Pacto sobre Migrações e Asilo.

Estas prioridades foram apontadas pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus de Espanha, Juan González-Barba, recebido em Lisboa pela homóloga portuguesa, Ana Paula Zacarias.

Primeiro que tudo é o Fundo recuperação, a aplicação deste mecanismo que vai ter lugar durante a presidência portuguesa”, disse, repetindo a importância de ser ultrapassado até ao final do ano o veto da Hungria e da Polónia ao acordo sobre o orçamento plurianual e o fundo de recuperação.

Tanto González-Barba como Ana Paula Zacarias frisaram a importância de uma rápida solução que não passe pela reabertura do acordo alcançado com o Parlamento Europeu.

O segundo ponto do programa da presidência portuguesa que assume para Espanha “enorme importância” é a Cimeira Social, que vai reunir, no Porto, as instituições europeias, os líderes dos 27 e a sociedade civil, para discutir e aprovar um plano de ação para o Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

Não pode haver recuperação sem inclusão social, ninguém deve ficar para trás e [Espanha apoia] que se destaque desta maneira [com a Cimeira Social] a importância que os dois governos atribuem” à agenda social, disse.

Finalmente, González-Barba apontou a proposta da Comissão Europeia para um Pacto em matéria de asilo e migração, “um assunto da máxima sensibilidade para Espanha”, um dos países europeus que mais migrantes recebe.

/ CE