Às 21:30 de 14 de março de 2018 a vereadora brasileira Marielle Franco saia de um evento feminista com mulheres negras e foi apanhada por uma emboscada na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, Rio de Janeiro.

No veículo estavam o motorista Anderson Gomes, que foi morto, e a jornalista Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle, que sobreviveu aos 13 tiros que atingiram o carro.

De acordo com as investigações conduzidas pela Força Especial, formada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, pela Polícia Militar e o Ministério Público Estadual, o crime tem características de execução e foi planeado durante três meses.

O que se sabe e o que não se sabe?

Os investigadores acreditam que Ronnie Lessa, polícia militar (PM) reformado, preso na terça-feira, foi o autor do dispara que matou Marielle. O segundo detido, Elcio Queiroz é apontado como o motorista do carro, o suspeito foi expulso da polícia em 2015.

Além deles, na terça, foi ainda detido Alexandre Mota de Souza, que tinha 117 armas em casa. Segundo a Polícia Militar do Rio de Janeiro, tem ligações ao polícia reformado.

Ronnie Lessa mora no mesmo condomínio que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, já Elcio Queiroz, tem foto nas redes sociais com presidente eleito.

Ronnie Lessa preso. Foto: Reuters

Além da detenção dos suspeitos, faltam respostas para a principal pergunta: “quem mandou matar Marielle e porquê”. A pergunta é um dos tópicos mais pesquisados no Twitter.

 

Manifestações pelo mundo

 

Ao todo são 30 manifestações em 15 cidades diferentes em todo o mundo que marcam o primeiro ano sobre a morte Marielle Franco.

Em Portugal, os protestos estão marcadas para Lisboa, Coimbra e Porto.

Alemanha, Itália, Inglaterra, Espanha, Suécia, Suíça, Dinamarca, Estados Unidos, Canadá, Colômbia e Austrália juntam-se ao protesto. 

No Brasil, mais de 25 cidades organizam manifestações com o mote “Marielle Vive”, como forma de homenagem e protesto.

 

Missa e Homenagens

Esta manhã, às 14:15, hora de Lisboa, foi celebrada uma missa em memória da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ativistas, membros de comunidades da periferia do Rio de Janeiro e políticos estiveram presentes.

A mãe de Marielle, Marinete Franco, de 95 anos, declarou que enquanto tiver forças vai lutar para esclarecer a morte da filha.