Os dados conhecidos da maioria dos países apontam para uma taxa de mortalidade provocada pelo novo coronavírus mais elevada nos homens do que nas mulheres. Ainda assim, há estudos que indicam que eles são mais reticentes quanto ao uso de máscaras do que elas.

Um estudo levado a cabo por um economista da Universidade de Midsex, em Londres, e por uma matemática da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, aponta para um rol de preconceitos quanto ao uso de máscara.

Valerio Capraro, profesor titular de Economía na Universidad de Middlesex, e Hélène Barcelo, do Instituto de Investigação de Ciências Matemáticas de Berkeley, inquiriram cerca de 2500 pessoas residentes nos Estados Unidos. Concluiram que os homens estavam menos inclinados para o uso de máscara e consideravam que usá-la era “vergonhoso” e “sinal de fragilidade”.

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De acordo com a BBC, o estudo concluiu também que as mulheres tinham quase o dobro das probabilidades de “usar máscara facial fora de casa”

Os homens têm menos tendência a cobrir a cara e uma das razões principais é que tendem a acreditar que a doença não os afeta mais do que às mulheres. (…) Isso é particularmente irónico, já que todas as estatísticas oficiais mostram que a realidade do coronavírus afeta os homens de uma maneira mais séria do que as mulheres”, explica Valerio Capraro, em declarações citadas pela BBC.

O uso de máscaras é recomendado pelas autoridades de saúde para ajudar na propagação do vírus. A Organização Mundial de Saúde aponta o uso de máscaras como “parte de uma estratégia integral de medidas para suprimir a transmissão”. Vários países tornaram a utilização de máscara obrigatória em espaços confinados e muitas cidades tornaram o uso obrigatório mesmo em espaços abertos.

Manuela Micael