O ministro da Saúde britânico anunciou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que quer garantir que os familiares se despedem dos doentes com Covid-19. 

Matt Hancock disse que estar com um ente querido na hora da morte é muito importante e que tem ficado perturbado com as notícias sobre os doentes que morrem sem os familiares a seu lado. 

O governante falou especificamente do caso de Ismail Mohamed  Abdulwahab, uma criança de 13 anos que morreu sozinha no hospital, vítima de Covid-19. 

Ismail não tinha quaisquer problemas de saúde pré-existentes, mas não resistiu à infeção e acabou por morrer em Londres, onde foi internado e colocado em coma induzido antes de sucumbir à doença.

Matt Hancock frisou que o governo quer asegurar que "os entes queridos mais próximos" podem, sempre que possível, estar com as pessoas infetadas com Covid-19 e que correm risco de vida. Devido ao risco de contágio, atualmente é proibida a permanência de familiares ou quaisquer visitas nos hospitais junto dos doentes com o novo coronavírus.

O ministro da Saúde britânico chamou também a atenção para os lares e outras instituições sociais, onde morrem cerca de dez mil pessoas por mês, afirmou. 

Hancock, que começou a conferência de imprensa a agradecer aos britânicos por obedecerem às regras de distanciamento social, dirigiu um cumprimento especial ao capitão Tom Moore, o veterano da Segunda Guerra Mundial que já conseguiu angariar mais de 7 milhões de libras para o serviço nacional de saúde britânico, Aos 99 anos, Moore propôs-se a dar 100 voltas no jardim com o auxílio do andarilho em troca de doações, mas os donativos excederam - e em grande valor - as mil libras que inicialmente o idoso se propunha a angariar.

Bárbara Cruz