Jack Turban, Alex Keuroghlian e Kenneth Mayer, três médicos da Universidade de Harvard, avançaram com uma lista de conselhos para a prática de sexo seguro em tempos de pandemia. O artigo foi publicado na revista Annals of Internal Medicine no início de maio, mas só agora teve visibilidade nos órgãos de comunicação social generalistas.

No artigo, os três cientistas dizem que o melhor mesmo é a abstinência sexual em tempos de pandemia, mas reconhecem que isso pode ser prejudicial para a saúde mental das pessoas. Assim, para quem não conseguir manter a abstinência sexual, os autores do artigo aconselham a masturbação ou sexo à distância, por telefone ou usando plataformas de videoconferência.

Para quem optar por esta via, os médicos deixam mesmo alguns conselhos técnológicos: cuidado com os perigos de gravação das conversas para futura extorsão ou chantagem.

O artigo sublinha que, para quem se envolver fisicamente, o deve fazer com o menor número de parceiros sexuais possível. Preferencialmente apenas com pessoas com quem coabitem. Quem tem relações sexuais “com pessoas além daquelas com quem está em confinamento” deve cumprir uma longa lista de cuidados que passam pelo uso de máscara durante o ato sexual.

Os cientistas dizem que se deve evitar parceiros sexuais com sintomas consistentes com os de uma infeção pelo novo coronavírus, evitar beijos e compartimentos sexuais com risco de transmissão fecal ou oral e que envolva troca de fluidos como sémen e urina.

Também é aconselhado tomar banho antes e depois do ato sexual e limpar o “espaço físico” com sabão ou toalhitas com álcool.

Manuela Micael