Pagar transportes públicos no Luxemburgo vai deixar de fazer parte da rotina de quem lá vive ou de quem lá for passar apenas uns dias de férias. A partir de 2020, deixará de ser preciso pagar bilhetes para utilizar qualquer transporte público, sejam comboios, autocarros ou elétricos.

Atualmente, só os jovens é que não pagam transportes públicos. Mas isso está prestes a mudar, por causa do excessivo tráfego, maioritariamente concentrado na Cidade do Luxemburgo.

Xavier Bettel, o líder do Governo, reeleito esta quarta-feira, já tinha demonstrado interesse em resolver os problemas ambientais que se fazem sentir no país, caso fosse eleito.

Apesar de ser um dos países mais pequenos da Europa, com 602.000 habitantes e com cerca de 2.586 quilómetros quadrados, é também um dos que sofre maiores congestionamentos nas estradas. Assim, esta medida vem incentivar as pessoas a trocarem os carros pelos transportes públicos.

De acordo com um estudo citado pelo The Guardian, em 2016 quem conduziu na Cidade do Luxemburgo passou 33 horas no trânsito.

Devido ao elevado preço da habitação, e tendo em conta as dimensões do país, muitos dos que trabalham no Luxemburgo residem nos países vizinhos Alemanha, Bélgica e França, aumentando significativamente o número de viagens pendulares todos os dias, ou seja, intensificando o tráfego.

Geoffrey Caruso, professor da Universidade de Luxemburgo e do Instituto de Pesquisa Socioeconómica, afirma que este é um país "muito atraente para os empregos". A acrescentar a esse facto, acredita também que a sua "economia em expansão" é outra das várias causas responsáveis do excessivo tráfego que se faz sentir.

Dany Frank, porta-voz do Ministério da Mobilidade e Obras Públicas, afirma que tanto a população como o governo esperam que esta medida venha não só a facilitar a circulação na capital do Luxemburgo, como traga benefícios a nível ambiental.