Oito migrantes que estavam a bordo do navio "Alan Kurdi", da organização não-governamental alemã Sea Eye, foram esta terça-feira retirados da embarcação, enquanto outros 125 aguardam que um país europeu autorize o seu desembarque.

A guarda costeira italiana retirou oito resgatados pela manhã: duas mulheres, um homem, quatro crianças e um bebé estão agora seguros. Outras 125 pessoas ainda estão a esperar que um Estado europeu assuma a coordenação" do desembarque dos migrantes, publicou nas redes sociais a ONG alemã.

O “Alan Kurdi” resgatou 133 migrantes no sábado em três operações no Mediterrâneo e desde domingo está em águas internacionais, mas muito perto das águas da ilha italiana de Lampedusa, à espera que algum país que lhe permita o desembarque dos migrantes.

A Sea Eye criticou o facto de, nos últimos dias, não ter recebido qualquer resposta das autoridades da Itália, Malta ou Alemanha sobre o desembarque dessas pessoas e o seu eventual acolhimento.

O resgate efetuado pelo "Alan Kurdi" ocorreu horas depois de as autoridades italianas, na sexta-feira, terem autorizado que a embarcação da ONG espanhola Open Arms, com 150 migrantes a bordo, atracasse em Palermo, no Sul da Sicília, depois de dez dias de espera no Mediterrâneo.

Paralelamente, as autoridades italianas bloquearam no mesmo porto da Sicília o barco "Sea Watch 4", da homónima ONG alemã e dos Médicos Sem Fronteiras, após uma inspeção feita no sábado à embarcação, disse no domingo a organização alemã.

Nos últimos cinco anos, mais de 19.000 migrantes morreram tentando a arriscada travessia da África para a Itália.

/ CE