Cerca de 2.200 migrantes chegaram à Europa por via marítima, só nos primeiros 13 dias deste ano. Até essa data, tinham morrido 16 pessoas quando tentavam atravessar o mar Mediterrâneo. O balanço foi feito, esta terça-feira, pela Organização Internacional das Migrações (OIM).

O número de chegadas representa um ligeiro aumento face ao mesmo período de 2018, altura em que foram registadas 1.915 chegadas, segundo indicaram os dados atualizados da organização liderada desde outubro passado pelo português António Vitorino.

Já ao nível das vítimas mortais nas três principais rotas do mar Mediterrâneo - Mediterrâneo Oriental (da Turquia para a Grécia), Mediterrâneo Central (da Líbia para Itália) e Mediterrâneo Ocidental (de Marrocos para Espanha) -, os dados relativos às duas primeiras semanas de 2019 indicam um significativo decréscimo.

No mesmo período em 2018, o número de mortes registado foi de 194, um cenário que esteve relacionado, segundo a OIM, a vários naufrágios registados junto às costas líbias.

Numa análise por zonas, a representante da OIM em Espanha (país que em 2018 se tornou na principal rota marítima para a Europa), Ana Dodevska, relatou que até domingo (dia 13 de janeiro) 1.609 homens, mulheres e crianças chegaram ao território espanhol como migrantes irregulares, mais do que os 1.400 que chegaram em janeiro de 2018.

Já em Itália, o representante da OIM, Flavio Di Giacomo, disse que, e de acordo com os dados recolhidos pelo Ministério do Interior italiano, 53 migrantes irregulares chegaram por via marítima ao território italiano nos primeiros 13 dias do ano, o que representou um decréscimo de 93,7% em relação ao mesmo período de 2018.