A Fundação Bill e Melinda Gates vai doar 100 milhões de dólares - cerca de 90 milhões de euros - para ajudar a desenvolver uma vacina para o novo coronavírus, limitar sua propagação e melhorar o diagnóstico e o tratamento de pacientes.

"O financiamento ajudará a melhorar os esforços de deteção, isolamento e tratamento, proteger populações em risco em África e no Sul da Ásia, bem como acelarar o desenvolvimento de vacinas, tratamentos e diagnósticos", avançou a fundação, em comunicado.

O valor total das doações inclui os 9 milhões de euros que a fundação já tinha dado no final de janeiro.

De acordo com o comunicado, 19 milhões de euros do valor doado revertem diretamente para "organizações multilaterais", incluindo os Centros para Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América e a Organização Mundial de Saúde.

"A nossa esperança é que estes recursos ajudem a catalisar uma resposta internacional rápida e eficaz. Esta resposta deve ser guiada pela ciência, não pelo medo, e deve basear-se nos passos que a Organização Mundial da Saúde deu até o momento”, avançou Mark Suzman, CEO da Fundação.

A maior parte do valor doado, cerca de 59 milhões de euros, vai ser utilizado para acelerar a descoberta, o desenvolvimento e teste de vacinas, tratamentos para o novo coronavírus.

As autoridades de saúde chinesas elevaram para 563 o número de mortos provocados pelo novo coronavírus, que infetou no total 28.018 pessoas.

Os serviços médicos continuam a manter sob observação 183.354 pessoas, de um total de 282.813 que foram observadas com suspeita de ter contraído o vírus, cujo surto começou na cidade de Wuhan, na província central de Hubei.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira passada uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Rafaela Laja