Duas vítimas da conduta sexual de Harvey Weinstein chegaram a acordo para receber uma compensação de que 19 milhões de dólares (quase 17 milhões de euros), de acordo com a Procuradoria-Geral de Nova Iorque.

Em causa está um fundo que seria distribuído pelas dezenas de vítimas que acusa o antigo produtor de Hollywood de vários crimes de natureza sexual. O acordo, anunciado esta terça-feira, pode acabar com o processo iniciado em 2018 contra Weinstein, a sua produtora e o seu irmão, caso seja aprovado pelas restantes instâncias judiciais.

Depois de todo o assédio, ameaças e discriminação, estas sobreviventes estão finalmente a receber algum tipo de justiça”, afirma a procuradora-geral Letitia James. “As mulheres que foram forçadas a assinar acordos de confidencialidade também vão ficar livres dessas cláusulas e vão poder falar.”

No entanto, de acordo com a BBC, nem toda a gente partilha o sentimento de justiça. Os advogados Douglas Wigdor e Kevin Mintzer, que representam seis mulheres que acusam o influente produtor, criticam o acordo por abster Weinstein de qualquer responsabilidade.

O acordo proposto é uma venda completa dos sobreviventes de Weinstein e estamos surpreendidos que a procuradora-geral se possa gabar de uma proposta que falha a tantos níveis”, disseram.

Recorde-se que em fevereiro, Harvey Weinstein foi condenado por violação em terceiro grau e ato sexual criminoso em primeiro grau, sendo condenado a 23 anos de prisão.