Um bebé prematuro foi encontrado com vida, seis horas depois, na morgue do Hospital La Margarita, do Instituto Mexicano de Segurança Social (IMSS), em Puebla.

De acordo com a imprensa local, a equipa da agência funerária, que se preparava para levar o corpo do bebé, apercebeu-se que este estava a chorar e chamou de imediato o pai. 

Miguel Ángel Flores, dono da Funerária Flores, disse nunca "ter visto nada assim", uma vez que aquele bebé passou seis horas numa câmara frigorífica. 

Quando chegámos, percebemos que ele estava a chorar e a mexer-se. Chamámos o pai que também viu que a criança estava a chorar. Pedimos ao médico, que tinha assinado a certidão de óbito, que o visse com urgência. O bebé nasceu pouco depois das quatro da manhã e foi encontrado vivo por volta das 10:00, passaram quase seis horas. Não consigo entender como é que ele não morreu enquanto lá esteve. Nunca tinha visto nada assim", explicou. 

Num vídeo partilhado nas redes sociais, é possível ver o prematuro embrulhado num lençol azul enquanto o pai falava com ele. 

O pai pediu logo à assistente social que entrasse, rapidamente, em contacto com um médico, para que o filho recebesse os cuidados médicos necessários o quanto antes. 

Depois deste caso se ter tornado público, o IMSS, que pertence ao governo, emitiu um comunicado, no qual esclareceu que iria ser aberta uma investigação para que fossem apurados todos os detalhes. 

O que se sabe até agora? 

No dia 21 de outubro foi realizado o parte de um bebé prematuro. Tinha apenas 23 semanas de gestação. Como não apresentava quaisquer sinais vitais, o óbito foi declarado de imediato e o corpo transportado para a morgue do hospital. 

Quando o pai e os funcionários da agência funerária chegaram ao local, para poderem levantar o corpo e dar seguimento ao funeral, perceberam que o bebé estava vivo. 

De seguida, foi transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos, mas, devido à sua prematuridade, o prognóstico é bastante reservado. 

Cláudia Évora