“Para que isto funcione, é preciso uma das maiores operações científica, política, financeira e de saúde pública em toda uma geração”. O aviso é de Michael Ryan, diretor do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial de Saúde (OMS), a propósito da distribuição mundial de uma vacina para a Covid-19.

Em conferência de imprensa esta segunda-feira, o dirigente da OMS explicou que os fabricantes devem começar a ampliar a sua capacidade de produção que dê resposta à procura global quando uma vacina for aprovada.

Nesse cenário, a prioridade será definida em função da necessidade.

“Há mais de 20 anos que tentamos assegurar que produtos como as vacinas sejam distribuídos, em emergências, com base na necessidade epidemiológica”, afirmou Ryan. “Tencionamos fazer exatamente o mesmo nesta situação”, acrescentou.

A OMS adianta que está a trabalhar com líderes políticos e organizações sem fins lucrativos, como a Fundação Bill e Melinda Gates, para garantir uma distribuição equitativa assim que houver luz verde.

Nesta altura, existem mais de 80 projetos em todo o mundo para a conclusão de uma vacina. Estados Unidos, China e Reino Unido são, por enquanto, os únicos países já na fase de testes em humanos.

João Póvoa Marinheiro