Um tribunal do Rio de Janeiro emitiu, esta quinta-feira, um mandado de prisão contra o ex-presidente do Brasil, Michel Temer, no âmbito das investigações do processo Lava Jato.

A juíza Caroline Figueiredo, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, assinou um mandado de prisão contra o chefe de Estado ao início da tarde de quinta-feira, determinando que Temer deverá apresentar-se na sede da Polícia Federal de São Paulo até às 17:00 (21:00 em Lisboa).

A decisão inclui igualmente o coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal do antigo presidente brasileiro apontado pelo Ministério Público como operador um esquema de corrupção nas obras da central nuclear de Angra 3.

Esta quinta-feira também foi tornada pública a decisão do juiz federal Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12.ª Vara Federal de Brasília, que determinou o bloqueio de 32,6 milhões de reais (7,3 milhões de euros) de Michel Temer, do coronel Lima e de Carlos Alberto Costa.

O ex-Presidente disse que se iria apresentar voluntariamente à Justiça esta quinta-feira, depois de um tribunal brasileiro ter determinado o seu regresso à prisão.

Em primeiro lugar, cumpre-se a decisão da Justiça. No segundo ponto, claro que eu considero a decisão inteiramente equivocada sob o foco jurídico. Eu sempre sustentei que nessas questões todas não há provas. Para mim, foi uma surpresa desagradável, mas eu amanhã (quinta-feira) apresento-me voluntariamente", disse à imprensa o antigo chefe de Estado, à porta de sua casa, em São Paulo, na quarta-feira.

Claro que com muita lamentação. É uma injustiça, não só uma injustiça, mas uma inveracidade", acrescentou Michel Temer.

O antigo governante brasileiro assegurou ainda que irá recorrer da decisão.

Já falei com o advogado, e ele apresentará um 'habeas corpus' ao Superior Tribunal de Justiça. Ou seja, vou defender os meus direitos até o fim", concluiu.

 
/ SL