Assinala-se este domingo o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, numa altura em que a vaga de frio na Europa está a ser dramática para os migrantes e refugiados que se encontram em vários países europeus. As Nações Unidas já lançaram o alerta: dizem que há refugiados a morrer de frio.

As temperaturas muito baixas, o vento forte e os nevões aliados às condições deficientes das instalações dos campos estão a afetar profundamente os migrantes e refugiados que se encontram na Europa.

Na Sérvia, os refugiados tentam sobreviver às temperaturas que rondam os 20 graus negativos. Na capital, Belgrado, cerca de mil pessoas oriundas do Afeganistão e da Síria dormem sobre camadas de neve.

Já na Grécia, na ilha de Lesbos, a situação é “mesmo de emergência”, segundo alertou uma voluntária da organização portuguesa Plataforma de Apoio aos Refugiados, esta semana.

Uma vaga de frio com origem na Escandinávia tem afetado a Europa desde o fim da semana passado, incluindo os Balcãs, a Polónia, a Roménia, a República Checa, a Bulgária, a Macedónia, a Bielorrússia e Itália. Estima-se que esta vaga de frio na Europa já tenha feito cerca de 80 mortos.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados já avisou que o frio extremo está a matar muitos migrantes.

Em Portugal, o Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado, diz que é urgente encontrar abrigos. Numa entrevista à TVI24, Pedro Calado garantiu que Portugal está empenhado nesse processo, em que as crianças, sobretudo as não acompanhadas, são a principal preocupação.

O Papa Francisco assinalou a data na mensagem proferida após a oração do ‘Angelus’, no Vaticano. Francisco afirmou que é necessário “adotar medidas para a proteção e defesa, assim como para a integração, das crianças imigrantes” 

O Dia Mundial do Migrante e do Refugiado celebra-se anualmente no terceiro domingo de janeiro.

Redação / SS