O navio humanitário Alan Kurdi resgatou esta terça-feira 44 migrantes que se encontravam em risco ao largo da Líbia, anunciou a organização não governamental Sea-Eye, que afirma que Malta aceitou acolhê-los.

Quarenta e quatro pessoas, entre as quais quatro mulheres e três crianças, embarcaram no Alan Kurdi", indicou a Sea-Eye.

No domingo à noite, outros 65 migrantes resgatados pelo mesmo navio desembarcaram em Malta para serem distribuídos por outros países europeus.

Segundo o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, a decisão de autorizar o desembarque desses 65 migrantes surgiu após um acordo com a Comissão Europeia e a Alemanha.

Neste sentido, o primeiro-ministro reforçou que "nenhum dos migrantes permanecerá em Malta, uma vez que esta situação não estava sob a responsabilidade das autoridades maltesas”.

Também no domingo, o papa pediu que sejam criados corredores humanitários para ajudar os migrantes mais vulneráveis, apelando à indignação da comunidade internacional perante ataques como o do bombardeamento de um centro de migrantes, ocorrido na terça-feira, na Líbia.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) tinha apelado à nova presidência rotativa da União Europeia (UE), assumida em 1 de julho pela Finlândia, para que avance com medidas orçamentais de longo prazo que promovam uma migração ordenada, segura e regular.