O vice-presidente dos Estados Unidos afirmou, nesta quarta-feira, em Singapura, que é indesculpável a crise humanitária que vive a minoria étnica rohingya e que as condenações de dois jornalistas da Reuters em Myanmar (antiga Birmânia) são "profundamente perturbadoras".

Mike Pence e a líder do governo de Myanmar, Aung San Suu Kyi, estiveram reunidos em Singapura à margem da cimeira anual Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), o que aconteceu, segundo o norte-americanio, a pedido de Aung San Suu Kyi.

A líder daquele país asiático reagiu, afirmando que apenas Myanmar está em condições de explicar o que aconteceu com os rohingya, da mesma forma que os EUA entendem melhor o que acontece no seu país.

O mandato de Aung San Suu Kyi ficou até agora marcado pela ofensiva militar na zona oeste do país contra a minoria muçulmana rohingya, que obrigou cerca de 723 mil membros da comunidade a fugirem para o Bangladesh, e pela estagnação das negociações de paz com as cerca de 20 guerrilhas formadas por minorias.

Mike Pence, que está na Ásia em representação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, denunciou ainda a condenação e prisão dos dois jornalistas da agência de notícias Reuters, apelidando-as de "profundamente perturbadoras".

Wa Lone e Kyaw Soe Oo foram detidos na noite de 12 de dezembro de 2017 na posse de documentos confidenciais que, segundo dizem, acabavam de lhes ser entregues por dois agentes da polícia local com quem se tinham reunido.

Os jornalistas encontravam-se a investigar um massacre dos rohingya na aldeia de Inn Dinn, no estado de Arracão, na zona oeste do país.