Um ataque aéreo israelita atingiu hoje a Al-Aqsa, a estação televisiva do Hamas na Faixa de Gaza, que deixou de emitir após o bombardeamento, referiram testemunhas locais.

Minutos antes, a estação tinha interrompido a sua programação e exibia uma imagem fixa do seu logótipo após o edifício ter sido atingido por um míssil de aviso.

Pouco depois, três grandes explosões foram escutadas e o ecrã ficou negro.

Testemunhas citadas pela agência noticiosa Associated Press (AP) referiram que as detonações destruíram totalmente o edifício, enquanto as explosões iluminavam o céu noturno.

Os trabalhadores tinham evacuado o edifício após os disparos de aviso. Ainda não estava confirmado se existiam baixas entre os trabalhadores da estação.

O movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, reivindicou hoje os disparos de “dezenas de ‘rockets’” contra Israel, afirmando num comunicado que respondia à morte de sete dos seus combatentes no domingo num confronto com o exército israelita.

Além dos sete palestinianos, um oficial do exército israelita morreu durante o que terá sido uma operação das forças especiais de Israel no enclave.

Na Faixa de Gaza já morreram hoje pelo menos três palestinianos, segundo o Ministério da Saúde no território, nos bombardeamentos israelitas de represália após os disparos de ‘rockets’ a partir do enclave. Há ainda o relato de diversos feridos.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência dos responsáveis pela segurança para discutir a escalada de violência em Gaza.

A tensão entre Israel e o Hamas subiu nos últimos meses devido aos protestos organizados desde o final de março no enclave no âmbito da ‘marcha do retorno’, contra o bloqueio israelita e para exigir o regresso dos refugiados palestinianos que fugiram ou foram expulsos aquando da criação do Estado hebreu em 1948.

Pelo menos 230 palestinianos foram mortos a tiro pelos soldados israelitas desde essa data.

Nas últimas semanas a tensão parecia ter diminuído, enquanto o Egito e a ONU mediavam um acordo de cessar-fogo entre Israel e as milícias palestinianas.