O partido no poder em Montenegro venceu as eleições legislativas pela margem mínima, segundo os resultados oficiais divulgados esta segunda-feira, mas poderá perder o governo se os opositores conseguirem formar uma coligação.

Depois de contados 98% dos votos, o Partido Democrático dos Socialistas (DPS), formação pró-ocidental do presidente Milo Djukanovic e no poder há quase três décadas, obteve 35% dos votos.

A principal aliança de oposição, pró-sérvia, obteve 32,5% dos votos, à frente de dois outros partidos da oposição (12,5% e 5% dos votos), de acordo com a Comissão Eleitoral do Montenegro.

Na quarta-feira, Djukanovic, eleito nas presidenciais de 15 de abril de 2018 como candidato apoiado pelos partidos dos Socialistas Democráticos (PSD) e Liberal (PL), bem como por outras pequenas forças partidárias, sublinhou que a votação era “crucial” para a preservação da independência na pequena nação dos Balcãs.

Os montenegrinos mobilizaram-se fortemente este domingo para votarem nas eleições legislativas, pondo à prova três décadas de domínio pela formação do Presidente pró-ocidental Milo Djukanovic, que enfrentou, numa atmosfera tensa, uma oposição apoiada pela poderosa Igreja ortodoxa sérvia.

Djukanovic, pró-Ocidente, aludiu às frequentes tentativas sérvias e russas para trazer os nacionalistas e os antiocidentais para o poder.

Nestas eleições, o partido no poder enfrentou um grupo pró-sérvio e uma outra aliança da oposição que acusou Djukanovic e o Governo de ter disseminado a corrupção durante os 30 anos à frente dos destinos do país.

Djukanovic liderou a independência do país, em junho de 2006, e levou o Estado a aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em junho de 2017, apesar da forte oposição da Rússia, que considera Montenegro como um tradicional aliado eslavo.

/ AM