O número de vítimas mortais das cheias que atingem o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo aumentou para 54. Duas pessoas ainda são consideradas desaparecidas e continuam a ser procuradas, avança o último boletim da Defesa Civil.

As fortes chuvas que têm caído na região sudoeste do Brasil, especialmente em Minas Gerais, causaram inúmeros danos. Pelo menos 28.043 pessoas tiveram de deixar temporariamente as suas casas devido às inundações neste que é o segundo estado mais populoso do Brasil.

Outras 4.101 pessoas não poderão voltar para casa.

A cidade mais afetada é Belo Horizonte, capital regional do estado, onde mais vítimas morreram.

As chuvas que caíram na sexta-feira em Belo Horizonte registaram um volume recorde, com 171,8 milímetros de água acumulados em 24 horas, o maior volume registado num dia desde que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) iniciou as medidas pluviométricas há 110 anos.

Ocorreram inundações, deslizamentos de terra, transbordamentos de rios, queda de árvores e de linhas de energia em outros municípios da região metropolitana de Belo Horizonte e cidades no interior do estado.

O problema causado pelas chuvas obrigou o governo regional de Minas Gerais a declarar emergência em 101 municípios.

O reconhecimento da emergência ou calamidade pública permite que o Governo priorize os municípios mais afetados, contratando serviços ou fazendo compras urgentes de materiais sem os respetivos processos de licitação pública.

Imagens e vídeos deste cenário de tragédia, que está a afetar o Brasil, circulam nas redes sociais. 

   
  
 
 

Estas fortes chuvadas acontecem na altura em que faz um ano que ocorreu a tragédia na barragem de Brumadinho. Recorde-se que, a 25 de janeiro de 2019, houve uma rutura da barragem da mina Córrego do Feijão, da Vale, e provocou um tsunami de lama. Desta tragédia resultaram 259 mortos e 11 corpos continuam desaparecidos.

/ PC