O ataque de hoje contra o Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio fez três mortos e 21 feridos, segundo um novo balanço das autoridades líbias.

A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na Líbia (Manul) e a embaixada britânica já condenaram o ataque terrorista, levado a cabo por três homens que morreram na operação.

Durante a tarde, uma viatura armadilhada explodiu perto do edifício do ministério, o que levou as forças de segurança a dirigirem-se para o local.

Aproveitando a ‘manobra de diversão’, um bombista suicida entrou no prédio e fez-se explodir no segundo andar, enquanto um outro homem morreu à entrada, quando explodiu uma mala que levava.

O terceiro atacante, que estava desarmado e levava um colete à prova de balas, foi morto pelas forças de segurança fora do edifício.

O ministro da Administração Interna líbio, Fathi Bach Agha, reconheceu que o país vive um "caos securitário", o que continua a proporcionar "terreno fértil" para o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, que considerou como responsável pelo ataque, ainda não reivindicado.

A Líbia vive em estado de desordem desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, com o país dividido entre várias fações rivais, um governo de união nacional apoiado pela comunidade internacional e, no leste, um governo paralelo apoiado por uma fação dos militares liderada pelo marechal Khalifa Haftar.