Procuradores suecos anunciaram esta segunda-feira que vão reabrir o caso de agressão sexual em que o suspeito é Julian Assange, avança o The Guardian.

O caso tinha sido encerrado em 2017 porque o Ministério Público decidiu que não poderia prosseguir com Assange refugiado na Embaixada do Equador, em Londres. Na altura, os procuradores explicaram que a investigação poderia ser reaberta caso as circunstâncias se alterassem. 

Assange, fundador da Wikileaks, foi detido na embaixada no mês passado, depois de sete anos refugiado dentro do edifício, porque o governo equatoriano decidiu retirar-lhe asilo. Foi detido por ter violado os termos da liberdade condicional.

O Ministério Público sueco quer voltar a interrogar Julian Assange e admite pedir extradição do australiano se o tribunal considerar que há indícios suficientes para Assange ser detido, avança a agência Reuters.

Recorde-se que, logo depois de Assange ter sido detido, as autoridades norte-americanas pediram a sua extradição por envolvimento na divulgação de documentos diplomáticos e militares confidenciais, através da Wikileaks. Nos EUA, Assange está acusado de conspiração com Chelsea Manning, antiga analista dos serviços secretos, e incorre numa pena até cinco anos de prisão.

O fundador da Wikileaks está atualmente detido numa prisão de alta segurança no Sul de Londres, onde cumpre 50 semanas de prisão.

/ BC