As autoridades britânicas conseguiram, na quinta-feira, um mandado para manterem detido o condutor do camião que tinha 39 cadáveres por mais 24 horas. 

Esta sexta-feira, a polícia anunciou que foram detidas mais duas pessoas, um homem e uma mulher, ambos com 38 anos, por suspeitas de tráfico de pessoas e homicídio involuntário. De acordo com o jornal The Guardian, que cita uma televisão búlgara, os detidos são a antiga dona do camião, Joanna Maher, e o marido, Thomas, chefe de transporte da empresa. 

O condutor, identificado como Mo Robinson, de 25 anos, da Irlanda do Norte, foi detido logo após o veículo ter sido descoberto em Essex na madrugada de quarta-feira. Robinson tem sido interrogado pela polícia desde então, uma vez que não é claro o seu envolvimento neste caso.

Os pais de Robinson, que vivem em Laurelvale, no condado de Armagh, na Irlanda do Norte, foram visitar o filho a pedido da polícia, segundo o The Guardian.

Três residências na Irlanda do Norte foram alvo de buscas na madrugada de quarta-feira: a casa de Robinson, uma propriedade que o condutor partilhava com os pais e uma terceira morada em Armagh. Sabe-se que a polícia apreendeu vários objetos, entre os quais computadores.

O vereador de Laurelvale Paul Berry disse à Sky News que a família de Robinson é “muito respeitada na região e que está ativamente envolvida nas organizações da comunidade”.

As 39 vítimas encontradas no camião, 31 homens e oito mulheres, são de nacionalidade chinesa. Os corpos começaram, esta sexta-feira, a ser transportados para um hospital em Chelmsford.

A China apelou, entretanto, ao Reino Unido para aplicar um “castigo severo” aos envolvidos nestes mortes. O jornal estatal Global Times escreve que os britânicos devem assumir a responsabilidade do que aconteceu.

Ficou claro que a Grã-Bretanha e outros países europeus não cumpriram a sua responsabilidade em proteger estas pessoas”.

O camião, que foi registado na Bulgária, passou por três cidades da Bélgica e de França antes de entrar no Reino Unido, de acordo com o The Guardian.

O veículo foi encontrado na madrugada de quarta-feira no Parque Industrial de Waterglade, em Grays, Essex, pelas 1:40.

O caso está a chocar o Reino Unido e já é considerado a pior tragédia no país dos últimos 20 anos.