O Príncipe do Bahrein chegou ao Nepal na segunda-feira e consigo transportava cerca de duas mil doses da vacina da AstraZeneca, sem qualquer autorização.

Para a importar de qualquer tipo de droga ou fármaco para território nepalês, é necessário uma autorização prévia de agora com a legislação do país.

A embaixada do Bahrein explicou, aos meios de comunicação nepaleses, que Mohamed Hamad Mohamed al-Khalifa tinha como intenção doar o fármaco aos habitantes da vila de Gorkha, situada na cordilheira montanhosa dos Himalaias.

O porta-voz da empresa Seven Summits Trek, responsável pela organização da deslocação do príncipe, esclareceu também que a comitiva fez uma quarentena de sete dias e iria viajar até ao município de Chumnurbi, em Gorkha, onde tencionava distribuir as duas mil doses de vacinas contra a covid-19.

O plano era “distribuir as duas mil doses da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 aos habitantes da aldeia de Samagaun”, diz Thaneshwor Guragain, porta-voz da Seven Summits Trek.

Depois das vacinas terem sido administradas, estava previsto que o Príncipe do Bahrein e a respetiva comitiva escalassem o Monte Evereste.

Apesar das explicações, as autoridades nepalesas deram início a uma investigação para perceber como as vacinas entraram no país.

Demos início a uma investigação oficial sobre como as vacinas chegaram ao Nepal. O ministro da saúde e o departamento responsável pela fiscalização de medicamentos desconheciam esta importação de vacinas. Ouvimos que terá comprado cerca de duas mil, mas a ocorrência continua a ser investigada”, avança o porta-voz do regulador do medicamento nepalês.

De modo a trazer qualquer tipo de medicamento para o Nepal, o transportador deve fazer um aviso prévio e providenciar uma garantia de que as drogas vão ser acondicionados propriamente, explica a imprensa local.

A operação de vacinação contra a covid-19 nepalesa arrancou no dia 27 de janeiro e, tal como em Portugal e em quase todo o mundo, está a priorizar as inoculações por grupos de risco. Atualmente, está apenas a vacinas pessoas com mais de 65 anos.

Nuno Mandeiro