No mesmo dia em que Wuhan proibiu o consumo de animais selvagens, o governo holandês acredita que uma vison pode ter infetado com Covid-19 um homem que trabalha na exploração destes animais.

De acordo com a CNN, o caso ocorreu numa quinta perto de Eindhoven, uma cidade no sul dos Países Baixos, e, a confirmar-se, tratar-se-á do primeiro caso de transmissão de SARS-CoV-2 entre um animal e um ser humano com estes contornos. Ou seja, isto vai para além das teorias que defendiam que o paciente zero teria sido contaminado através do consumo de um pangolim ou morcego, uma vez que aqui o homem não comeu o animal, apenas contactou com ele.

Com base nos resultados de uma nova investigação que está a decorrer sobre infeções de Covid-19 em quintas de visons, é plausível que a transmissão do vírus tenha acontecido entre um vison e um humano”, anunciou o governo, na terça-feira.

Este possível primeiro caso de transmissão entre um animal e um ser humano, levou o governo holandês a alargar o controlo feito a esta espécie. A partir de agora, todas as quintas de produção e exploração de visons, que são cerca de 140, vão passar a ser alvo de uma testagem obrigatória. Uma medida que surge depois da investigação concluir que este animal pode estar infetado com o novo coronavírus sem apresentar qualquer tipo de sintoma.

A investigação aponta para que os visons possam estar infetados com Covid-19 sem demonstrarem qualquer sintoma”, acrescentaram.

Para além deste cenário, o governo acredita ainda na possibilidade de os gatos poderem ser os principais disseminadores do vírus nestas quintas. Numa delas foram registados três gatos, num total de 11, contaminados. Nesse sentido, deixaram um alerta.

Enquanto a investigação estiver a decorrer, aconselhamos as quintas com visons infetados a assegurar que gatos vadios não consigam entrar nem sair das instalações”.

Desde o início da pandemia de Covid-19, já foram registados vários casos de pequenos e grandes felinos infetados com o novo coronavírus. Contudo, acredita-se que estes animais possam ser portadores do vírus mas, no entanto, não possam infetar seres humanos.

Nuno Mandeiro