A causa da morte de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano, que morreu na semana passada, ainda está por determinar, de acordo com as autoridades malaias.

A autópsia não mostrou sinais de ataque cardíaco nem há vestígios de ferimentos causados por perfurações no corpo, indicou o diretor geral de saúde da Malásia, Noor Hisham Abdullah.

Questionado sobre se há indícios de que tenha sido envenenado, Noor Hisham disse que amostras foram encaminhadas para especialistas que podem determinar melhor a causa da morte.

Temos de confirmar com o relatório do laboratório antes de fazermos alguma observação conclusiva", disse.

Nenhum membro da família veio ainda reclamar o corpo, adiantou.

Corpo protegido por seguranças na morgue em Kuala Lumpur

Guardas malaios armados estão a proteger o corpo de Kim Jong-Nam, o meio-irmão do líder norte-coreano, que foi assassinado na semana passada no aeroporto de Kuala Lumpur.

Uma coluna de quatro veículos entrou no hospital esta madrugada, com cerca de 30 membros das forças especiais malaias que garantiram a segurança na área antes de deixarem o local a meio da manhã.

O corpo de Kim Jong-nam tem estado no centro de um conflito diplomático entre Pyongyang e a Malásia, depois de a Coreia do Norte insistir que seja devolvido e de se ter oposto à autópsia.

No entanto, a Malásia rejeitou o pedido, dizendo que os restos mortais devem ficar na morgue até um membro da família os vir identificar com uma amostra de ADN.

Diplomata malaio garante que investigação é imparcial

A investigação à morte do meio-irmão do líder norte-coreano está a ser conduzida de forma imparcial, garantiu hoje o embaixador malaio em Pyongyang, rejeitando acusações da Coreia do Norte de que a investigação é politicamente motivada.

Mohamad Nizan Mohamad falou em Pequim, quando estava a caminho da Malásia, para onde foi chamado após a morte, na semana passada, de Kim Jong-nam.

Tudo indica que Kim foi envenenado no aeroporto internacional de Kuala Lumpur e a polícia já deteve quatro pessoas por suspeitas de envolvimento no crime, com documentos da Coreia do Norte, Malásia, Indonésia e Vietname, incluindo as duas mulheres que abordaram Kim no dia 13 no aeroporto.

/ AM - Notícia atualizada às 08:53