O arquiteto e filósofo francês Paul Virilio morreu no dia 10 de setembro, aos 86 anos, depois de ter sofrido uma paragem cardíaca. A notícia do óbito só foi comunicada esta terça-feira pela família, depois de o próprio ter pedido para que as cerimónias fúnebres, que se realizaram na segunda-feira, decorressem em total sigilo, refere a filha, Sophie Virilio, num comunicado da Fundação Cartier, divulgado pela agência France-Presse (AFP).

Paul Virilio sofreu uma paragem cardíaca a 10 de setembro de 2018. De acordo com os seus desejos, o funeral ocorreu em estrita intimidade no dia 17 de setembro de 2018", lê-se no texto.

O jornal Le Monde escreve que o urbanista, filósofo e ensaísta se destacou ao longo da vida e das suas obras por um pensamento livre e visionário.

Poucos dias antes da sua morte, ele ainda estava a trabalhar com Jacques Arnould na publicação de um livro e planeava, com a sua ex-aluna, a arquiteta Hala Wardé, uma nova exposição" na Fundação Cartier, referiu ainda Sophie Virilio.

Antigo diretor da Escola Superior de Arquitetura de Paris, Paul Virilio tornou-se conhecido nos anos de 1970 pelos seus pensamentos sobre as transformações causadas pela aceleração do mundo. No início dos anos 1960, fundou o grupo Arquitetura Principe com Claude Parent, e publicou o Manifesto sobre a Função Oblíqua, que marcou um ponto de viragem na história da arquitetura francesa contemporânea.

Paul Virilo nasceu em Paris em 1932 e definia-se como "filho da guerra total", que cresceu "profundamente marcado pelos bombardeamentos em Nantes". A guerra acabaria, de resto por ser um dos temas de que se ocupou ao longo da vida.