Nascido a 21 de janeiro de 1953, em Seattle, Washington, Paul Allen foi empreendedor, investidor e cofundador da Microsoft.

O pai de Paul foi diretor das Bibliotecas da Universidade de Washington e, graças a isso, o jovem nasceu e foi criado em Seattle. Quando ingressou na Lakeside School, de Washington, Paul Allen, com 14 anos, conheceu Bill Gates, que tinha então 12 anos. Ambos partilharam interesses comuns em computadores e, juntos, começaram a aperfeiçoar as suas habilidades em programação de computadores.

Em junho de 1975, Bill Gates e Paul Allen decidiram fundar a Microsoft, uma empresa de softwares de computadores. Paul Allen e Bill Gates desenvolveram um software para os primeiros microcomputadores e adaptaram o BASIC, uma linguagem de programação popular usada em computadores de maiores dimensões. Em 1975, Paul Allen e Bill Gates assinaram um contrato com a empresa americana Micro Instrumentation and Telemetry Systems (MITS) para adaptar o BASIC para o computador “Altair”. Após isso, Paul Allen mudou-se para a sede da MITS (Micro Instrumentation and Telemetry Systems) em Albuquerque, Novo México, onde foi vice-presidente e diretor de software.

Em 1976, Paul Allen regressou de Albuquerque e passou a trabalhar a tempo inteiro na Microsoft. Os dois fundadores conseguiram com que a empresa comprasse um sistema operacional, o Q-DOS, por 50 mil dólares (43 mil euros) e forneceram softwares para empresas, como a Apple e a Commodore.

A saída da Microsoft e o primeiro diagnóstico de cancro

Depois do sistema operacional Q-DOS, Paul e Bill reinventaram-no como MS-DOS e conseguiram com que este último sistema operacional dominasse o mercado, em 1981.

Em 1983, Paul Allen decidiu sair da Microsoft, quando descobriu que tinha a doença de Hodgkin, mais conhecida como um cancro linfático, mas manteve-se no conselho de administração da empresa. O cofundador passou por vários tratamentos de radioterapia e por um transplante de medula óssea, que tiveram sucesso. Enquanto estava em tratamentos, a Microsoft viu o valor das ações aumentarem, o que fez com que Paul se tornasse um bilionário com apenas 30 anos.

Para além da Microsoft que crescia exponencialmente, Paul Allen pensou em novos projetos, incluindo a criação de outra empresa. Dessa forma, fundou a Vulcan Ventures, em 1986, juntamente com a irmã, Jody Allen, à procura de novas formas de investimento. A nova empresa de Paul Allen investiu em equipas desportivas, como Seattle Seahawks e Portland Trail Blazers, em projetos de conservação, como o Great Elephant Census, e de empreendedorismo, como o Seattle Cinerema. Investiu, ainda, em novos softwares, hardwares e comunicações sem fio.

A empresa Vulcan Ventures adquiriu a Marcus Cable e quase 90% da Charter Communications, o que fez com que Paul Allen se tornasse detentor da 7ª maior empresa por cabo da América. Paul foi ainda o único investidor da nave espacial comercial de Burt Rutan, chamada SpaceShipOne, da empresa Scaled Composites.

Da tecnologia e da ciência à produção cinematográfica

Paul Allen desenvolveu também vários estudos filantrópicos nas áreas dos serviços humanos, da saúde, da ciência e da tecnologia. Em 1986, fundou a Fundação Familiar de Paul G. Allen, com o objetivo de resolver problemas, com a ajuda da tecnologia e da política, para impulsionar mudanças na comunidade e no mundo.

Para além dos investimentos que fez e empresas que fundou, Paul Allen foi, também, coproprietário e produtor executivo da Vulcan Productions, uma produtora de filmes sediada em Seattle. O seu objetivo foi desenvolver e financiar filmes independentes de grande importância.

Em 2000, Paul Allen decidiu renunciar ao cargo que tinha no conselho de administração da Microsoft e vendeu grande parte da sua participação na empresa.

O maior iate do mundo ao serviço da humanidade

O cofundador da Microsoft detém um iate, o “Octopus”, considerado, em 2003, um dos maiores do mundo. Emprestado para missões de resgate e explorações científicas, o “Octopus” está equipado com dois heliportos, uma piscina e dois submarinos.

Os projetos mais recentes de Paul Allen incluíram o Allen Institute for Artificial Intelligence, um instituto de pesquisa para alcançar avanços científicos através da construção de sistemas de inteligência artificial com capacidade de raciocínio, aprendizagem e leitura, fundado em 2013. Em 2017, Paul Allen desenvolveu o maior avião do mundo, juntamente com Burt Rutan. O avião chama-se Stratolaunch e começou a ser desenvolvido em 2011 com o objetivo de transportar mísseis e satélites até elevadas altitudes para serem colocados em órbitra.

Liderou ainda expedições que descobriram destroços de vários navios da Segunda Guerra Mundial, especialmente o USS Indianapolis (2017) e USS Lexington (2018).

A riqueza de Paul Allen foi avaliada em 17 biliões de euros e foi classificado como uma das 50 pessoas mais ricas do mundo, em 2016.

Depois de já ter vencido a doença em 1983 e em 2009, Paul Allen voltou a ser diagnosticado com a doença já este mês de outubro. Desta vez, num estágio mais avançado e a luta foi já infrutífera. O bilionário acabou por morrer esta segunda-feira.