Um grupo de homens armados que se identificou como talibã atacaram um casamento no leste do Afeganistão para impedir a reprodução de música, assassinando pelo menos duas pessoas e provocando dez feridos, comunicaram as autoridades este domingo.

Um porta-voz talibã sublinhou que dois dos três atacantes foram detidos, mas negou que eles tenham agido em nome do movimento islâmico extremista.

Em agosto, fonte dos talibã disse ao New York Times que a música não seria permitida em público, remontando às leis que foram instituídas entre 1996 e 2001, quando o movimento esteve no poder.

Contudo, as novas autoridades ainda não emitiram nenhum decreto sobre a proibição, avança a BBC.

Uma testemunha disse ainda à emissora britânica que o ataque ocorreu durante o casamento de quatro pessoas, na província de Nangarhar, na sexta-feira.

Os casais obtiveram permissão de um líder talibã local para tocar música gravada dentro de uma área específica usada apenas por mulheres.

Durante a noite, homens armados forçaram a entrada e tentaram destruir as colunas que reproduziam música. Quando os convidados protestaram, os agressores abriram fogo.

Zabihullah Mujahid avançou, entretanto, que o caso está a ser investigado.