Equipas de resgate encontraram quatro corpos de montanhistas dentro de uma tenda, no Monte Evereste, quando tentavam recuperar o corpo de um alpinista eslovaco que morreu na montanha, este domingo.

Os incidentes ocorreram numa área chamada “zona da morte”, onde os níveis de oxigénio são extremamente baixos. 

Dez pessoas já morreram, só este ano, naquela que é considerada a montanha mais alta do mundo, com cerca de 8.850 metros de altitude.

Quanto à nacionalidade dos alpinistas encontrados mortos, de acordo com os órgãos de comunicação locais, dois deles são guias xerpas (uma etnia local) e outros dois são estrangeiros.

Outras mortes este ano

O nepalês Min Bahadur Sherchan, de 85 anos, que tentava recuperar o título da pessoa mais velha do mundo a chegar ao topo do Evereste - recorde que já tinha alcançado em 2008 -, morreu no início do mês de maio, quando tentava escalar a montanha.

O suíço Ueli Steck, um alpinista mundialmente conhecido, também morreu no fim do mês de abril, durante uma escalada.

A temporada para se escalar o Evereste é relativamente curta: dura apenas algumas semanas e termina já no início do mês de junho, com a chegada da época da monção. De acordo com a agência de notícias Reuters, só este ano, 382 alpinistas alcançaram com êxito o monte mais alto do mundo.

O ano 2015 foi o mais mortífero de todos, tendo-se registado 24 mortes, resultantes sobretudo de avalanches. No ano passado, morreram ao todo cinco pessoas.

Muitos alpinistas aventuram-se a escalar mais do que uma vez a famosa montanha. Dos mais de 4.000 montanhistas que a escalaram, mais de 200 morreram a tentá-lo.